quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O decálogo

DECÁLOGO HUMANISTA VIVENCIAL
José Jorge Peralta

1. PARTICIPAÇÃO:

1.1. Cooperar e manter espírito de solidariedade, cooperação, produtividade e harmonia no espaço de sua atuação, na sociedade humana.
1.2. Dar efetiva colaboração para que as Instituições e as pessoas cumpram, com maior eficiência, sua “Missão Humana”, em função da melhoria das condições de vida de cada um, do país e da humanidade.
1.3. Zelar pelo bom nome da Instituição comprometidas com o bem-comum, e cooperar para o bom desempenho de todos os setores a que estiver relacionado.
1.4. Ser aberto ao Diálogo, leal e sincero, como o caminho mais eficiente de uma convivência harmônica e produtiva.
1.5. Ser assíduo e dedicado nos compromissos que assume.
1.6. Respeitar e atender às normas pertinentes ao seu ofício.
1.7. Procurar conhecer, respeitar e cultivar os grandes valores humanos, culturais e naturais de sua região.
1.8. Não ser conivente com atos ou manifestações desleais que possam perturbar a ordem, o respeito, a dignidade, a eficiência e o desenvolvimento normal das atividades da Instituições ou dos espaços onde atua.
1.9. Ser atento e pugnar pela solução dos problemas que levam à violência, à corrupção e à decadência da educação, que leva à decadência social da cidade.

2. URBANIDADE / SEGURANÇA:

2.1. Ser cordial. Tratar com urbanidade e respeito todo o pessoal com quem se relaciona e com o público em geral, conhecidos e desconhecidos;
2.2. Ser atencioso. Atender a todos, com satisfação, atenção, benevolência e bem-querença, sem enfado ou má-vontade. Saber sorrir discretamente, com sorriso humano e não com sorriso de plástico: sorriso de manual de vendedor.
2.3. Ser altruísta, ajudando as pessoas a terem a própria identidade.
2.4. Respeitar a privacidade das pessoas e a identidade de cada um.
2.5. Zelar pelo bom nome próprio, das outras pessoas e das Instituições dignas, abstendo-se de práticas que possam ofender ou magoar pessoas ou prejudicar instituições.

3. ÉTICA:

3.1. Agir de forma compatível com a ética e a moral social, procedendo com lealdade e boa-fé, em todos os seus atos.
3.2. Ser consciente e firme em suas decisões justas, e até nas indecisões, nos parâmetros dos objetivos das instituições.
3.3. Colaborar para que  a  Ética  seja acatada, em função do bem comum e do melhor desempenho e bem-estar de todos.
3.4. Promover a paz e a harmonia na comunidade, promovendo o respeito à verdade, à justiça, à dignidade de cada um, na convivência produtiva de todos os seres humanos, sem injustas discriminações. Promover a cultura da paz. Rejeitar a violência. Nunca ser apático, nem indiferente, nem cara-de-pau, simulador.
3.5. Não ceder a prejudiciais concessões e transigências que possam comprometer objetivos maiores. Agir com suavidade, com firmeza e persistência.
3.6. Considerar o espírito permissivo e atos contra a verdade e a justiça, como atitude deletéria no processo de convivência.

4. MOTIVAÇÃO/ENTUSIASMO:

4.1. Colaborar para que as pessoas atuem com entusiasmo e sólida motivação, buscando sempre o próprio aperfeiçoamento e auto-estima e o bem-estar social.
4.2. Contribuir para que nas organizações haja um efetivo espírito de bem-estar, produtividade e aperfeiçoamento continuado.
4.3. Contribuir para que a Instituições sociais sejam sempre um espaço estimulante, agradável e acolhedor para quantos nele vivem e atuam.
4.4. Contribuir para que as Instituições sociais sejam um espaço atraente, acolhedor e de nível excelente. Que seja um espaço onde as pessoas  possam se sentir bem e alcancem a auto-realização, numa sociedade atuante, em mútua cooperação.
4.5. Contribuir para que as pessoas tenham motivos reais que façam a diferença para estimarem e se dedicarem à vida, ao bem-comum, na cidade em que vivem e convivem.
4.6. Zelar por uma educação de qualidade para todos, sem fantasias demagógicas.

5. APRIMORAMENTO:

5.1. Aperfeiçoar e atualizar continuamente seus conhecimentos, em função da maior competência e do melhor desempenho de suas atribuições, na sociedade. Procurar desenvolver, permanentemente, suas habilidades e competências.
5.2. Estar sempre atento a novas idéias criativas, às práticas inovadoras mas consistentes, e a novas tecnologias que possam contribuir para maior eficiência e bem-estar social.
5.3.  Zelar pelo efetivo aprimoramento da formação dos professores e do trabalho nas escolas, formando gente consciente e competente. Que as escolas ajudem a consolidar pessoas de caráter; que não se atenha apenas a transmitir  conhecimentos teóricos.
5.4.  Procurar implantar melhorias contínuas, em todos os seus ideais e ações.

6. PRODUTIVIDADE:

6.1. Promover a dedicação ao estudo, à pesquisa e à produção intelectual, buscando eficiência e resultados verificáveis, na consolidação de um cidadão competente.
6.2. Estudar sempre, tendo em vista a aquisição de competências e habilidades próprias da sua profissão, em perspectiva holística.
6.3. Promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, da cultura e das artes, como elemento de melhoria da dignidade das pessoas e do bem-estar social.
6.4. Participar de atividades de prestação de serviços à comunidade, com destaque para o terceiro setor, visando dar contribuição pessoal e efetiva para melhorar as condições de vida também dos menos favorecidos, e estimular, nas pessoas,  o espírito de solidariedade.
6.5. Não estudar apenas para saber; estudar para saber transformar e saber viver.
6.6. Considerar a produtividade em duas dimensões: a dimensão interior, matricial, e a dimensão exterior, social.

7.  REFORÇO - AVALIAÇÃO:

7.1. Avaliar adequadamente o desempenho das pessoas, nas tarefas a que se dedicam, atribuindo com justiça, a cada um, o mérito que realmente merece, cobrando e estimulando o bom desempenho de todos e tendo em conta mais o esforço, o crescimento interior e dedicação, do que resultado exterior.
7.2. Ter consciência de que a pessoa não vence na vida com elogios e agrados mas com os conhecimentos, habilidades e competências adquiridas. Não camuflar vazios...
7.3. Fazer da avaliação um estímulo à dedicação e busca de qualidade das pessoas: um estímulo ao aprendizado permanente.
7.4. Levar em conta a seriedade objetiva do esforço de cada um, sem deixar se pressionar pelos vícios do princípio do “politicamente correto”.

8. ECONOMIA:

8.1. Zelar pela economia de material, energia, água, etc, e pela conservação dos espaços e equipamentos das instituições.
8.2. Zelar pela preservação e cultivo do meio ambiente, terra, ar e água e o mundo animal, vegetal e mineral e a mente das pessoas.
8.3. Zelar pela implantação de um desenvolvimento sustentável, com respeito às pessoas, às coisas, aos animais e a toda natureza.

9. ESPÍRITO DEMOCRÁTICO:

9.1. Possibilitar, a cada um, condições de desenvolver suas potencialidades e incutir nele o espírito de cooperação, participação, ética e responsabilidade social, como garantia da liberdade e do bem comum.
9.2. Considerar toda a pessoa como sujeito de direitos e correspondentes deveres, sem injustas discriminações.
9.3. Contribuir para que seja feita justiça eqüitativa, rejeitando a impunidade, como um mal social.
9.4. Deixar claro que democracia é igualdade de condições e corresponsabilidades e não “procurar levar vantagem em tudo”, em detrimento dos demais ou em prejuízo da verdade e da convivência produtiva, e que o egoísmo e o individualismo, sempre envoltos na arrogância e na ganância, são os terríveis parasitas que degeneram a sociedade.
9.5. Levar o altruísmo e a alteridade muito a sério, sabendo que este é um dos princípios  que os tempos modernos vão descartando, num processo de esfacelamento altamente deletério.

10. QUALIDADE:

10.1. Desempenhar com zelo, dedicação, presteza e qualidade suas atribuições.
10.2. Não fazer concessões à falta de dedicação e conseqüente desempenho deficiente de alguém. Motivar a todos a fazerem a sua parte, com dedicação e persistência. Estimular nas pessoas o esforço de aperfeiçoamento constante. Rejeitar falcatruas.
10.3. Fazer sua parte para que toda a ação da Instituição alcance a Qualidade esperada.
10.4. Dar às pessoas condições de trabalho, de motivação. Procurar garantir o direito das pessoas à tranqüilidade e à produtividade. Ninguém pode incomodar ou perturbar o trabalho dos demais, no cumprimento do próprio dever.
10.5. Manter sempre bem acesa a chama de um grande ideal que alicerce seu projeto de vida e lhe dará força para vencer inevitáveis adversidades.
10.6. Ter compromisso real, permanente e inalienável com a ética e com a verdade; com o diálogo, com a tolerância, com a solidariedade; com a justiça real; com a produtividade, com a eficiência, com a qualidade; com o respeito à dignidade humana, com a cultura da paz, com o bem-estar social e qualidade de vida do povo.
10.7. Cultivar os grandes valores da cultura humana: ser altruísta, generoso e leal.
10.8. Ter compromisso com a busca permanente de maior competência, com o aprender a sempre aprender, com a aquisição de novas competências e habilidades; com o progresso social, científico e tecnológico.
10.9. Buscar os bons resultados. Pensar sempre que “nem só do pão vive o homem”; que os resultados financeiros, só, não fazem as pessoas felizes, nem a paz social. Cooperar para que as outras também tenham uma vida melhor.
10.10. Ter compromisso com o desenvolvimento artístico e cultural; com a cultura e preservação da qualidade das águas e do meio ambiente; com uma avaliação séria e consistente em vista do aperfeiçoamento de todos; com a liberdade e a responsabilidade social e profissional.
10.11. Ter compromisso com a tolerância zero em tudo o que perturba a qualidade do processo educativo; com a vontade de fazer sua parte, antes de exigir que os outros o façam.
10.12. Ter compromisso para que, em todos os espaços e ações da Instituição, estejam sendo promovidos a Missão  que se propõe.

Considerações Finais

Neste inventário propomos um rol de atitudes recomendáveis, quase como um manual de escoteiro ou manual da Macrópolis. São elementos a serem discutidos, com base nos grandes princípios da Ética que aqui estão pressupostos.
O presente Decálogo quer dizer apenas que precisamos de parâmetros para levar a vida e as instituições muito a sério, na medida do possível. Reafirma, no entanto, que os princípios aqui formulados não são limites, mas parâmetros dinâmicos ou rumos possíveis para construirmos a nova cidade dos humanos,  onde a parte mais  sadia da sociedade não seja garroteada e amordaçada em seus ideais de grandeza, justiça, de solidariedade e de bem-estar; onde cada um  saiba e queira cumprir sua parte, por um mundo melhor; onde o altruísmo e o sentido da alteridade possam ser foco de renovação da sociedade tetralógica que quer levar  ciência ,  consciência e sabedoria às pessoas, num meio sócio-cultural em que cada um saiba e queira fazer a sua parte , compartilhando seus talentos, por uma vida melhor.

São Paulo, fevereiro de 2003
Última Revisão: setembro de 2010

Macrópolis


MACRÓPOLIS, O PONTO DE REENCONTRO
– FILOSOFIA DO KAIRÓS –


1
Dinâmica Ondular da Vida

            1. Toda a educação deve levar à consciência do mundo, à auto-consciência, à auto-realização e  à transformação social, com justiça e liberdade. Este é o caminho da Paz e do bem-estar.
Esta é a tendência do mundo globalizado, como uma Aldeia Global,  uma Praça Universal e, enfim, uma Megalópolis, cujos pilares estão assentados na Macrópolis e na Filosofia Tetralógica.
Para ser guindado  à condição de cidadão global da Macrópolis, a pessoa precisa ser cidadã consciente e ativa de seu torrão natal e vinculado à sociedade global. O princípio da cidadania não é uma abstração.
Efetivamente, a Macrópolis pode estar em todos os lugares... Só depende da Consciência. A Macrópolis está dentro de nós, na nossa consciência humana.
Fernando Pessoa criou um conceito que não chegou a desenvolver: a Cosmópolis. Acredito que estaria muito próximo do nosso conceito de Macrópolis: um projeto paradigmático, de essência utópica, como um desafio à criatividade humana das pessoas conscientes e responsáveis, na linha da Tetralogia Analítica.

2. Precisamos saber ver a história, como um movimento ondular e não retilíneo. As idéias se sucedem, ora em alta, ora em baixa, sucessivamente, mas o mar é o mesmo e a água também. O que muda são as circunstâncias.
O barco sobe e desce e pode até naufragar, se não for resistente ou se o piloto se descuidar ou se for incompetente, ou despreparado. A vida é mudança e não estagnação. E a mudança continua, como o dias, os anos e as estações do ano.

2
Crise Global é Colapso de Ética?

1. Hoje, todos, estamos no mesmo barco: todos somos solidários com todos, na alegria e na dor.
É esta realidade. É o que demonstra a crise global que o mundo atravessa, provocada pela irresponsabilidade e pela ganância de alguns. Pensando levar vantagem, acabaram caindo no turbilhão geral que ajudaram a detonar.
A sociedade, desnorteada, está chegando a um colapso ético, político e econômico, por falhas na política de Educação das Novas Gerações.

2. O PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO não se propõe atirar pedras em ninguém; propõe-se apenas como uma atitude construtiva. No entanto, quer ser um movimento de pessoas atentas ao que se passa em seu redor, para poder superar os elementos viciados e deletérios da sociedade real.
            A Macrópolis está viva, ativa e atuante, onde está uma pessoa consciente, atuante, solidária e generosa que se preocupa pela justiça e paz, em seu redor e em todo o planeta, e se sinta vinculada espiritualmente a todos que, declarada ou implicitamente, se vinculam à Macrópolis.
No ponto mais alto da Macrópolis, no coração das pessoas, a bandeira que dardeja, em mastro monumental, é a bandeira branca da PAZ, anunciando Novos Dias...

3. Diríamos que a vida tem duas dimensões conjuminadas: a de Kronós, que vê o tempo como passado, presente e futuro; e a de Kairós que observa a vivência e a fruição da vida.
A Macrópolis é Kairós: é a solidariedade e a fraternidade entre as pessoas de todos os quatro cantos do mundo: é a solidariedade que faz a unidade cívica universal.
A Megalópolis é Kronós: essa realidade sócio-cultural, humana, palpável e visível.

3
Kronós e Kairós
 (O despertar para a Vida Plena)

1. Os gregos e outros povos antigos dividiam o tempo em duas categorias: Kronós e Kairós;
O Kronós é o tempo contínuo e incontrolável e implacável, o tempo do cronômetro, do relógio, do calendário.
O Kairós é o tempo que nós controlamos; o tempo certo e adequado; ou o tempo psicológico: o tempo de Deus, o tempo do espírito, o tempo psicológico, o tempo que não percebemos que passa, o tempo da liberdade, o tempo da fé, o tempo do ágape.
Kronós é o tempo linear, sintagmático, diacrônico; o tempo da vida.
Kairós é o tempo do paradigma, sincrônico; o tempo da vivência...
Kronós foca a quantidade; Kairós foca a qualidade.
Kairós é viver intensamente o seu tempo.

A vida plena está na conjuminação do Kronós com o  Kairós.

Em Kronós, o tempo é tripartido: passado, presente e futuro.
Em Kairós, o tempo é unitário: é um presente contínuo, para o qual converge o passado e o futuro.

2. Em Kairós, o passado está presente como, memória, e o futuro, como esperança. O presente é a síntese dialética do que foi e do que será.
Num tempo em que todos repetem o dogma implacável: "tempo é dinheiro", falar em Kairós - o tempo psicológico, atemporal - pode dar incômoda sensação de heresia, de alienação, ao se pensar em alienação, ao se pensar em produtividade.

No entanto, nossa posição kairológica não nega a condição cronológica. Apenas realçamos nossa condição real de seres racionais, materiais e espirituais complexos. O espírito vive no Kairós,  a matéria vive no Kronós. Os dois se integram e complementam. A falta de um deles produz desequilíbrio existencial.

3. Afirmamos que precisamos viver cronologicamente, sem nos esquecermos de viver cairologicamente, saboreando cada momento: vivendo intensamente. É preciso valorizar uma dimensão sem esquecer a outra.
A vida dos humanos conscientes transcorre na dialética do Kronós e do Kairós, como duas faces inseparáveis da mesma medalha: o verso e o reverso da vida: a dimensão do físico e do espírito.
O Kronós não é a negação do Kairós.
A temporalidade é um elemento constitutivo de todos os seres, vivos ou não.
Nós somos filhos do tempo, mas não escravos do tempo (Kronós).
Os humanos somente são vítimas do Kronós, se não souberem descobrir a dimensão do Kairós: o sentido da vida, o sentido de cada momento.
Precisamos aprender a viver, em plenitude, cada momento de nossa vida.
Kairós é a libertação dos seres humanos, em relação a sequência implacável do tempo.

4. Adolescente, jovem, adulto ou já na idade provecta, na perspectiva do Kairós, o que vale é a qualidade de vida e o sentido que se lhe dá. Precisamos viver a vida, com tudo de bom que ela nos proporciona.
Não nos compete muitas vezes escolher a vida que levamos, mas cabe a nós optar entre viver mais intensamente, sob a perspectiva de Kronós ou de Kairós.
Mais importante do que termos mais anos de vida, é termos mais vida nos anos que vivemos: É viver intensamente.

5. Se dermos mais vida, mais vigor, mais intensidade à nossa vida, certamente estaremos, como consequência, prolongando os anos de nossa vida. O inverso, geralmente, não ocorre.
A vida em Kronós é o tempo do trabalho, da produtividade.
A vida em Kairós é a emoção que pomos no trabalho; é a qualidade; é a fruição, o prazer de fazer. Kairós é o "Carpe Diem".

Na Macrópolis destaca-se a vida kairológica, na experiência cronológica...
A Megalópolis destaca Kronós. Na vida da pessoa consciente, Kronós e Kairós estão sempre articuladas, como a alma e o corpo.
Na Tetralogia Dinâmica, Kronós é mais razão e Kairós é mais sentimento. No entanto, tanto o Kronós como Kairós podem ter parte nos quatro pilares da tetralogia.

4
OS MUNDOS DE KAIRÓS
           
1. O Kairós é o mundo da arte, da beleza, do encantamento, do êxtase.
Nos museus vemos, uma vez ou outra, pessoas absortas, admirando um quadro ou uma escultura. Em Kronós, o quadro ou estátua é algo que se descreve, no tempo e no espaço. Mas o objeto de observação, fruição está em Kairós : a beleza, o encanto, a admiração que é algo imponderável.
Como exemplos clássicos de objetos de arte que  despertam, no apreciador a dimensão de Kairós, poderíamos citar: Lá Pietá, e Moisés de Michelângelo.

2. Grandes textos poéticos , em prosa ou poesia sempre atraem o apreciador para a dimensão de Kairós. Uma só frase pode nos prender a atenção por horas, dias e até anos.
Na arte há, claramente o presente contínuo, de Kairós.  Kronós dá  conta do texto formal. Kairós leva-nos a vivenciar outras dimensões subjacentes ao texto que, enfim, é sempre uma obra aberta.
Uma paisagem, um campo de flores, um nascer e um pôr-do-sol, podem ficar gravados em  nosso psiquismo, muito para além da ocorrência. Somos capazes de desvendar as vivências que da imagem desabrocham, uma relação biunívoca.

3. O êxtase que alguns  místicos experimentam “diante” de Deus, é um fato de Kairós.
O carinho entre duas pessoas que se querem bem, mutuamente, pode levar  também à vivência do Kairós, quando tudo é presente contínuo, desligando-se as pessoas do tempo cronológico, através de novas vivências.
Kairós é o tempo imponderável da fruição da arte, da poesia e até da espiritualidade.

EXERCÍCIOS:
O leitor pode pensar e relatar alguns momentos sociais, ou de  fruição da arte ou da poesia, onde se sentiu imergido no Kairós.
Faça uma análise sumária do Poema “Os Sinos da minha Aldeia”, de F. Pessoa, na perspectiva de Kronós e Kairós.


5
Onze Bandeiras da Macrópolis

O Movimento PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO - a
Macrópolis hasteia onze (11) bandeiras que são os grandes eixos de seu ideário: outras estão sendo formatadas:

1) desenvolver na teoria, e na Dinâmica , um humanismo integral, multidimensional e universal.

2) Desenvolver os conceitos do desenvolvimento sustentável, levando as pessoas a preservar a natureza (solo, água, ar e subsolo e cuidando de uma indústria e agricultura saudáveis).
3) Desenvolver a liberdade, com responsabilidade e com solidariedade.
4) Desenvolvimento Solidário, com prosperidade solidária e cooperação mútua.
5) A cultura de uma espiritualidade dinâmica, inter-religiosa, que una todos os teístas de boa vontade, com destaque para as três grandes religiões, do ramo de Abraão (cristianismo, islamismo e judaísmo).
Buscar o denominador comum onde todos possam cooperar, enquanto cada um zela pela própria identidade; o denominador comum seria a luta pela justiça com o bem-estar social.
6) Divulgar princípios e Dinâmicas de uma educação séria, sólida, competente e responsável.
7) Levar às escolas uma cultura universal consistente e atualizada, cultivando, simultaneamente os valores éticos e morais e a cultura de raiz.
8) Desenvolver os valores espirituais, como fazendo parte  da educação do homem integral.
Estimular atividades de meditação, como integradoras da pessoa humana consigo mesmo, com Deus e com o Universo.
9) Desenvolver e defender princípios que ajudem a consolidar uma sociedade mais livre, justa e solidária, onde todos cooperem de modo competente e responsável para o bem-estar de todos.
10) Cultivar a auto-consciência das pessoas e o desenvolvimento dos talentos de cada um, preservando e cultivando a dignidade da pessoa, respeitando a diversidade natural de cada um que lealmente busca a verdade.
11) Observar o mundo holisticamente, em todas as perspectivas e cultivar o espírito de reconciliação e ações positivas e de auto-estima.

Pacto

PRINCÍPIOS E DIRETRIZES
do
Pacto Humanista Global
GlobiPacto

"Conhece-te a ti mesmo
e dominarás o universo”
Sócrates

"A utopia e a ciência são a força
motriz do desenvolvimento humano
e da prosperidade dos povos" -  
JPeralta 


Scientia et sapientia vinces
[Com ciência e sabedoria, vencerás]







Apresentação







O Movimento Pacto Humanista Global - GlobiPacto - pensa o globo, como a casa comum,  de todos os viventes terrestres, e de todas as gentes da espécie humana. Vê o mundo na sua multiplicidade, multiculturalidade e  multipolaridade. Vê o humanismo como  multidimensional e multifacetado.: um humanismo plural.
O Pacto Humanista Global - GlobiPacto - observa toda a complexidade do espaço terrestre, com as múltiplas espécies, distribuídas em sua fauna e na flora. Considera a terra, o ar, o fogo e as águas como elementos fundamentais da vida humana, os quais precisam ser preservados sadios, para as próximas gerações, e por toda a posteridade, para a perpetuação das espécies.
Considera a espécie humana, em sua rica variedade de raças, povos e culturas e alia-se a quantos trabalham pela harmonia, respeito à diversidade e união de todos.
Luta pelo desenvolvimento da cultura, saúde e bem-estar de todos, com justiça, mais qualidade de vida e desenvolvimento solidário.
Luta pela solidariedade, paz e convivência produtiva entre todos os países, nações, culturas, religiões e ideologias de boa vontade. Luta pela harmonia ativa e pela paz mundial.
Cada um, no seu espaço, que seja soberano, e saiba respeitar todos os outros, em atitude de reciprocidade positiva e de articulação intercomplementar.
As bases teóricas do GlobiPacto estão formuladas na Tetralogia Analítica, uma filosofia humanista interacional.


Jorge Peralta
I
PERFIL BÁSICO DO
PACTO HUMANISTA GLOBAL - GlobiPacto

1. Ideias que Movem o Mundo
1) O Pacto Humanista Global é um movimento que acredita que as
grandes ideias movem o mundo. Ideias, fruto de experiências, vivências e sabedoria.
Acredita que as melhores ideias às vezes vêm de onde menos se espera.
Acredita que o Espírito sopra onde quer, sem nos consultar, nem pedir licença a ninguém.O Espírito é quem manda.
2)Este é um espaço que alia, num mesmo contexto, over e o ouvir, o pensar, falar e o agir. Quer pugnar por um “saber de experiências feitas”, (Lusíadas, IV, 94,7), para não se restringir ao mundo teórico.
3) É um espaço que quer ver e apreciar os fatos e as ideias que lhes estão subjacentes, buscando as causas e os efeitos, os contextos e as consequências, agitando decisões articuladas, numa realidade complexa...
4) O Pacto Humanista Global é um movimento quequer dar as mãos a todos quantos, pelo mundo afora, acreditam no potencial do ser humano e acreditam que este éinfinitamente maior que as crises que cercam nossa sociedade, e sempre cercaram. Aprendemos na prática, que viver é também saber superar obstáculos... É estar sempre prevenido. Sempre pensar e agir. Nunca se omitir.
5) Assume perspectivas espiritualistas, numa visão holística, com os pés no chão e o coração no alto. Estimula aMeditação, como uma atividade que ajuda a manter o equilíbrio psíquico da pessoa, em si mesmo, e no seu relacionamento com os outros.
2. Superação de Atitudes Uniformizantes e Deletérias
1) O Pacto é um espaço para pensar e propor alternativas viáveis, a
algumas estruturas mentais que perturbam e precarizam a nossa civilização, que vai ficando enferma, em muitas dimensões.
2) Agindo proativamente, quer contribuir para a superação de certas atitudes massificantes, que estão levando a sociedade ao caos, numa letargia que tudo quernivelar, num único refrão e no mesmo diapasão; vão criando uma sociedade despersonalizada, de pensamento único, “uniformizada” como um grupo de crianças de orfanato, ou de presos em um cárcere.
Superar a tutela dos gurus marqueteiros, que vão criando um mundo de comodistas acomodados, às vezes fúteis, simplistas e inúteis, colocando em xeque a auto-realização, o bem-estar social, as diferenças culturais, a identidade, e a liberdade de opção; vão criando uma sociedade artificial, pasteurizada, anestesiada, consumista e inconsciente.
3) Adequar o quadro de referências, propondo novos paradigmas que garantam a integridade dos seres humanos, com liberdade e responsabilidade.
4) O Pacto Humanista Global olha o mundo todo, numa perspectiva plural, multicultural e multipolar.
É um movimento comprometido com a vida dos povos e das nações, no sentido que a pessoa precisa ser tambémcidadão do mundo, como é cidadão de um país, em que vive, e do qual deve cuidar, solidariamente...

II
PLATAFORMA SÓCIO-CULTURAL
A) Objetivos-Meio
1. Repensar Rumo de todos os Povos
O Pacto Humanista Global – GlobiPacto - propõe-se abrir espaço, para pessoas conscientes compartilharem ideias, no sentido de repensar e debater os rumos da própria caminhada, e de todos os povos, como uma unidade solidária, uma “Praça Universal”, onde todos se relacionam, numa presença real ou virtual, em torno do bem-comum; quer garantir  as especificidades culturais de cada um e a preservação da espécie, com qualidade de vida e progresso.
1) Propõe-se desenvolver a cultura da paz, da fraternidade e da prosperidade solidária, em termos sócio-culturais, visando a qualidade de vida e o bem-estar dos povos.
2) Propõe-se discutir ideias básicas de bem-estar, que superem objetivos do consumismo desenfreado, o qual visa o lucro a qualquer preço, ainda que leve prejuízo às pessoas e ao meio ambiente; faz as pessoas vítimas da própria ignorância e desinformação.
Queremos a economia a serviço da pessoa humana e não a pessoa a serviço da economia.
3) Propõe-se a cooperar para superar e denunciar os vícios de uma civilização tecnocrata e economicista, que entronizou o lucro, o consumir  e o ter, como o valor máximo das pessoas; em consequência produz pessoas desajustadas e anti-sociais, envoltas numa ilusão coletiva inconsciente, inconsistente, às vezes inconsequente e insustentável;
Quer propor  soluções alternativas: que haja o desenvolvimento científico,  tecnológico e humanístico, articulado com a vida.
4) Ao lado dos fantásticos mercados do consumo, quer levantar templos do saber, numa visão articulada e integradora. Quer levar os povos, a coordenadas superiores ao mero conhecimento pragmático, fragmentário, sem articulação.
5) Propõe-se, acima de tudo, pugnar pelo respeito efetivo, à consciência, à dignidade e à responsabilidade humana das pessoas. Considera a inconsciência o flagelo maior das sociedades e das nações; leva à coisificação dos valores humanos.
6) Na medida do possível promoverá o intercâmbio de estudantes e intelectuais, fortalecendo os laços sócio-culturais entre as comunidades e entre todos os povos.
7) Propõe-se a abrir caminhos e atalhos, pontes e vias expressas, entre as pessoas e os povos, através dos meios de comunicação disponíveis, para difundir a cultura da paz, da prosperidade solidária, e do respeito mútuo, com base no diálogo, na cooperação e no respeito mútuo...
8) Publicar obras, sobre os assuntos em pauta do GlobiPacto e sobre outros assuntos pertinentes.
9) Difundir a obra e o pensamento dos grandes mestres do pensamento humanista vital.
10) Interagir socialmente através da INTERNET (GlobiRede) e outros meios.

2. Posicionamentos Consequentes

1) O Pacto Humanista Global – GlobiPacto - evitará imiscuir-se em questões de política partidária, agindo suprapartidariamente, consciente de que é o mérito da pessoa que deve ser avaliado; e na certeza de que podemos encontrar pessoas sábias, em todas as organizações políticas, sociais ou religiosas e em todos os ramos do conhecimento, convivendo com pessoas néscias e oportunistas.
2) Devemos tomar consciência de que as religiões são muitas, mas o princípio religioso é uno, e que a ciência é uma só. A unidade, como a diversidade harmoniosa, nos unem, se houver lealdade a princípios comuns.
3) Cada um deve saber que os problemas do nosso mundo são muitos, mas que serão reduzidos à medida que as pessoas conscientes fizerem a sua parte, com dedicação, competência e generosidade.
4) Precisamos saber olhar positivamente, numa perspectiva holística.
Em vez de só resmungar, cada um faça a sua parte.
Em vez de viver do suor dos outros, como chupins, cada um viva do próprio suor. Cada um vá à luta.
5) Acreditamos com Tagore, que:
“é melhor ascender uma vela
do que reclamar da escuridão”.
É preciso superar o vício da omissão e da inércia moral.

B) PRINCÍPIOS NORTEADORES
Princípios e Diretrizes

1. Humanismo Universalista
O Pacto Humanista Global alicerça suas propostas:
a) no humanismo integral, vital, multidimensional e universalista.
b) no respeito à dignidade da pessoa humana;
c) no sentido da justiça, valorizando a pessoa por seus méritos;
d) no buscar a prosperidade solidária e da cultura;
e) na promoção, desenvolvimento e educação das pessoas;
f) na ciência e no conhecimento a serviço da experiência, da consciência, da competência  e do bem-comum;
g) no sentido positivo ante a vida e a história e na alegria discreta que lhe trazem os acontecimentos que somam méritos;
h) no esforço de dar a todos igualdade de oportunidades, para que cada um possa desenvolver os seus talentos, potencialidades e até a sua espiritualidade  pessoal e a dimensão sacral, ao lado do profano;
i) na intenção de dar condições para que cada um consiga a auto-realização, como pessoa e como cidadão;
j) nos valores da cultura regional e nacional, promovendo o cultivo e a defesa da identidade nacional, dando destaque às manifestações da cultura popular de raiz.
k) na promoção do respeito aos direitos e aos méritos de cada um, sem parasitas e sem oportunistas, sem oprimidos, sem opressores e sem corruptos nem corruptores;
l) na cooperação para que todos aprendam a ser pessoas livres, conscientes, responsáveis, capazes de construir o próprio bem e o bem-comum, dentro dos valores superiores da vida.
m) na proteção às crianças e aos idosos, aos doentes e aos deficientes, na medida das necessidades de cada um.
n) na proteção ao meio ambiente, às árvores e aos animais.

Pugna pelos valores essenciais da pessoa humana, independente de
povo, raça, cultura, religião ou condição social; Evita o humanismo barato, simplista e vazio, veiculado por oportunistas que agem como  gaviões travestidos de passarinhos.
O GLOBIPACTO quer evitar atitudes panfletárias que estão por toda a parte, jogando para a platéia; quer ação, consciente de que saber é fazer, sem esperar acontecer.
Estes objetivos podem parecer utópicos, mas é o sonho que arrasta montanhas.

2. Teoria e Prática
O Pacto Humanista Global – GlobiPacto - está consciente de que a teoria só tem valor se tiver compromisso com a prática efetiva. Sabe que há sempre risco nos conceitos e práticas de igualdade, liberdade, fraternidade e justiça. Sabe que esses valores podem ser esmagados pela arrogância, pela mediocridade e pela tirania.
Nossos conceitos devem ser ancorados na multidimensionalidade da pessoa humana, sabendo que são sujeitos de direito e respeito a todos os cidadãos do presente, do passado e do futuro, o que proíbe a arbitrariedade.

III
FINALIDADES E PARÂMETROS
A) Finalidades Essenciais do GlobiPacto

1. Elencamos 12 finalidades que se desmembram:

a) a auto-consciência humana e consciência do outro: a identidade e a alteridade;
b) o espírito de cidadania responsável e consciente;
c) o respeito à dignidade humana, amor ao próximo e auto-estima;
d) o respeito à diversidade e diferença natural entre as pessoas e as coisas;
e) a educação de qualidade que forme a pessoa  integral, consciente, competente e responsável;
f) ao princípio de solidariedade e busca da prosperidade e do bem-estar pessoal e social;
g) o desenvolvimento dos talentos e potencialidades de cada um;
h) a busca do desenvolvimento sustentável e com qualidade de vida na comunidade;
i) a justiça e a liberdade responsável, como base de paz e da cooperação mútua;
j) a cultura e preservação do meio ambiente, na terra, na água e no ar, como garantia da vida atual e das futuras gerações;
k) a cultura da história e das personalidades paradigmáticas de nossa cultura;
l ) cultivar nossa cultura erudita e popular e nossa identidade nacional lusófona e plural;
m) cultivar um ambiente amistoso e cordial, participativo e criativo;
n) cultivar, sempre que possível, os valores espirituais da pessoa humana;
o) convidar as pessoas a pensarem, a verem, a ouvirem, a falarem e a agirem, vencendo a passividade complacente.

2. Em síntese:  o Pacto Humanista Global - GlobiPacto - propõe-se
cooperar com todas as pessoas e Instituições que têm por meta ajudar a construir pontes, ruas, avenidas e atalhos por onde passarão os construtores de um mundo mais próspero, mais solidário, com mais justiça e paz e bem-estar.

B) PARÂMETROS DE ATUAÇÃO

Com base na Filosofia Tetralógica, o GlobiPacto -define três parâmetros  em sua atuação:

1. A Educação de Qualidade é sempre Prioridade
O Pacto Humanista Global – GlobiPacto - pauta sua atuação na luta permanente e sem tréguas por uma educação séria, consciente e competente para todos, baseado em princípios, voltada para a formação de cidadãos competentes, conscientes e responsáveis, capazes de cooperar na construção de uma sociedade mais justa, mais próspera e mais solidária, com mais qualidade de vida e bem-estar.
Daí virá o desenvolvimento sério, responsável e sustentável, competente e respeitável, o bem-estar do povo e o desenvolvimento da nação.

2. Formação de lideranças, baseada em princípios.

3. Visão Otimista da Vida e do Mundo
O Pacto Humanista Global - GlobiPacto - assume um posicionamento construtivo, positivo, proativo e otimista da vida e do mundo, sem esquecer suas mazelas. Rejeita o ceticismo deletério que leva ao nada, com uma máscara falida de pseudo-sabedoria. Rejeita também o otimismo vazio, que não vê os problemas a serem sanados. Rejeita os “chorões” por profissão, que apenas fazem jogo de cena, para agrado da platéia, mas agem na contramão.

IV
GRANDES MESTRES DO GlobiPacto

1) Grandes Mestres do Mundo Antigo Sócrates
O Cristo
Sêneca
Paulo de Tarso
Agostinho de Hipona
Moisés
Sidarta Gautama, o Buda
Ibn Arabi
Maomé Ibn Hashim
Confúcio
Laotsé

2) Grandes Mestres do Mundo Lusófono
Luis de Camões
Antônio Vieira
Rui Barbosa
Gilberto Freire
Damião de Góis
José Bonifácio de Andrade
 Fernando Pessoa
Agostinho da Silva
Dom Pedro II

3) Grandes Mestres do Mundo não-lusófono
Teilhard de Chardin
Francisco de Assis.
Gustavo Yung
Blaise Pascal
Albert Einstein
Ortega Y Gasset
Miguel Unamuno
Jacques Maritain
Tomás Morus
Mahatma Gandi

V
GRANDES BANDEIRAS DO
PACTO LUSÓFONO:

Um Projeto para um Pacto Humanista Global, em busca de Novos Rumos, não pode se basear somente em reflexões teóricas: precisa ter propostas transformadora, científica e socialmente válidas e possíveis: precisa terbandeiras que exigem uma certa intervenção prática na vida dos povos.

Como bandeiras do GlobiPacto, propomos as seguintes ações/projetos:
1. A primeira bandeira paradigmática é a Macrópolis, um modelo teórico de convivência na sociedade dos humanos.
2. Buscar as Forças Matrizes da Identidade dos Povos.
a) Os Grandes Paradigmas da História do mundo:  As Forças da Identidade e alteridade.
b) Formatar os Paradigmas das Identidades Nacionais dos povos.
3. A Cidade Formadora do Cidadão – Cidade e Cidadania – Dinâmica educacional.
4. Cidadania, Consciência e Auto-Estima dos Povos.
5. Novos Paradigmas Educacionais no Ensino Médio e Superior: SISTEMA PAIDÉIA.
6. Diversidade, Unidade e Articulação Político-Cultural dos Povos. Busca da paz, com justiça e prosperidade. As forças que unem e movem.
7. As Forças que unem ou as que desunem os povos.
8. Defesa Permanente da Prosperidade e da Soberania dos Povos.
9. Difusão e Cultivo dos Grandes Mestres da História Mundial, com paradigmas.
10.  Pugnar pela União dos Povos, nas grandes organizações solidárias internacionais.
11. Pugnar pela União Cultural dos Povos Ibéricos. (Portugueses, Castelhanos,  Galegos, Bascos, Catalãos, etc)
12. Cooperar no cultivo, difusão e defesa da Língua Portuguesa, através do Instituto Globilíngua, que promove a Língua Portuguesa, como Língua Internacional, de comunicação e interação humana, solidariamente com outras instituições de objetivos idênticos. Estabelecer aliança com o Instituto Camões, o IILP, etc.
13. Homenagens a Pessoas de destaque, na cena mundial.

VI
TEXTOS PARADIGMÁTICOS

Grandes Textos Mundiais
O Pacto Humanista Global – GLOBIPACTO-  elege, como parâmetros, os seguintes documentos da UNESCO/ONU:
a) As Propostas da Educação para o Século XXI – UNESCO/Paris, 1998;
b) A Declaração Universal dos Direitos Humanos; (Proclamada em Paris Assembléia Geral da ONU – 10/12/1948);
c) Declaração de Princípios sobre a Tolerância(16/11/1995);
d) Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Proclamado em 16/12/1966 – Assembléia Geral da ONU);
e) Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, adotada em 02/11/2002;
VII
VALORES E DESAFIOS

1. Valores em destaque:
a) o desenvolvimento sustentável,
b) a cultura e preservação do meio ambiente,
c) a justiça, tolerância e igualdade de oportunidades,
d) a prosperidade solidária,
e) a cultura da paz e harmonia entre as pessoas e os povos, etc.

1.1  O Pacto Humanista Global - GlobiPacto - reafirma seu
compromisso de lutar pela solidariedade e união de todas as nações, numa pátria sem fronteiras, por uma humanidade mais digna, competente e responsável, na linha e “NOVOS RUMOS PARA O NOSSO MUNDO” e da Tetralogia Analítica.

2 . Enfrentando Desafios
O Pacto Humanista Global - GlobiPacto - não foge de desafios. No entanto seu intento será sempre a criação de um espaço harmônico, prazeroso e atraente, onde as pessoas se sintam bem, sem constrangimentos.
Embora seja um objetivo utópico, ele faz parte de um processo... Há, pelo mundo, muita gente empenhada neste objetivo, e sabendo que vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos.
Estamos bem acompanhados, conhecendo ou não nossos companheiros de jornada e de ideais, espalhados pelo mundo todo, em todos os tempos.
O que precisa ser refutado, seja refutado, mas com argumentos, com respeito às pessoas. Buscamos pescar em águas claras, com argumentos claros e distintos. Lutamos pelos princípios em que acreditamos, em benefício de todos.
Não esqueceremos que há muita gente especializada na pesca em águas turvas, para burlar os incautos... Com estes precisamos seguir o conselho sábio:
“ser astuto como as serpentes”.
Estes, como pessoas, também precisam de nosso respeito. Por outro lado, é sabido que há muito mais gente especializada e prática em pescar em águas claras.